segunda-feira, 12 de maio de 2008

Depois dos desconfortos
Paira outro sentimento que não ouso explicar-te
Agora posso gritar aos quatro ventos
Mas prefiro conter-me
É a mim q ele pertence

Depois das desavenças
Foi outra situação que instalou-se
Algo sublime que não ouso falar-te
É em mim que ele repousa

Depois da desconfiança
É outro estado que regi-me
Que grita-me
Que faz-me
Mais êxito em disser-te
É para mim que levita

Depois de muitos disseres
Depois de muito calares
Faz de mim sua melodia.


*maria pinheiro*

quinta-feira, 27 de março de 2008

Vem andar por essas ruas
e voar pelo asfalto desamarrado
Senti o gosto do que tu pisas
e pisando segues voando voando voando
A cada pouso novas placas editam todo esse caos de metal
Ande na faixa beba na faixa coma na faixa
Na marginal maneira de estar a margem
*LeTTo*

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

ME DEIXAS LOUCA

(...)Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca

*PAULO COELHO*

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

UMA SOMA...

UM COMPLEMENTO...

UMA CAMA
DOIS PÉS DIREITOS...

UM RECINTO
DOIS PENSANTES...

DOIS CORPOS
UM SÓ REGENTE...


*maria pinheiro*

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

É como estar
pela metade
quando é preciso ser

inteiro

È como estar
vazio
quando é preciso

transbordar
)Bilico(

sábado, 19 de janeiro de 2008

memória


AINDA BEM QUE AMO UMA CIDADE
E A PALAVRA CAIS
E A PALAVRA RAIO

AINDA BEM QUE AMO UAM MONTANHA
E AS BRUMAS QUE NELA HABITAM

DE TAL FORMA, AMO TAMBÉM A MALDADE,
OS ESCOMBROS
E O QUE ESTA PEDIDO PARA SEMPRE

AINDA BEM QUE ME LEMBRO DE TUDO QUE AMO
AINDA BEM QUE AMO ATÉ QUANDO ME ESQUEÇO


*iracema macedo*

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

UMA MÚSICA QUE SEJA...

...COMO os belos harmônicos da natureza. Uma música que seja como o som do vento na cordoalha dos navios, aumentando gradativamente de tom até atingir aquele em que se cria uma reta ascendente para o infinito. Uma música que comece sem começo e termine sem fim. Uma música que seja como o som do vento numa enorme harpa plantada no deserto. Uma música que seja como a nota lancinante deixada no ar pro um pássaro que morre. Uma música que seja como os altos ramos das grandes árvores vergastadas pelos temporais. Uma música que seja como o ponto de reunião de muitas vozes em busca de uma harmonia nova. Uma musica que seja como o vôo de uma gaivota numa aurora de novos sons...

#Vinicios de Moraes#