segunda-feira, 26 de novembro de 2007

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Isso que me deixa o coração sem alma.
que me arranca do ventre cheio, a vida.
que seca meus olhos
fere minha pele
parece canção triste
preparação pra guerra
são os vestígios de seus últimos dias
em minha terra.
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Renata*Mar
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

ELA-SIM


ela gosta de GRITAR
de jogar coisas pra cima
ela quer mesmo é VOAR
que LOUCURA essa menina
não sabe viver de prosa
é poeta de esquina
vendendo e TRAGANDO a letra
provocando as buzinas

ela gosta de gritar
de SOAR aos meus ouvidos
cantarola toda hora
seus poemas NUNCA lidos

ela gosta de gritar
-SALVE OS NOIVOS! viva a festa!
ela anda a soletrar
o que está em minha testa

ela gosta de gritar
me dizendo sem rodeios
que já NÃO sou pros seus SEIOS
como fui tempos atrás

ela gosta de gritar
AGREDINDO, expulsa o verbo
me condena pelo tédio
que um dia a fiz passar

ela gosta de gritar
ela gosta é do agito
e eu só POSSO achar bonito
e assistir ela passar.

*Gabi Barbalho*

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Assim sejA

...
teu cheiro sândalo.
tua pele pitanga.
teus lábios canela.
*Renata Mar*

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sou como o vento leve sem rumo
sou como o regato, límpido e raso
sou um trago do mais barato fumo
e como fumaça cinza melancólica passo

sou perdida em torres de mistérios
bebendo as dores do calabouço interno
fantasiando os verdes olhos que não vejo
guardando num porão as chaves do desejo

sou assim, simples e confusa
intrusa do meu próprio medo
sentido a culpa de um terrivél segredo

tenho os presságios de quem usa
as sórdidas mágias de um feiticeiro
e debaixo do lençol se esconde inutilmente do desespero.

*drika duarte*

domingo, 16 de setembro de 2007

Abismo-me, senhora,
De tanto olhar
Os teus
Nos meus
*Alessandre de Lia*

terça-feira, 11 de setembro de 2007

DEPOIS QUE ELA LHE DISSE
O QUE FOI DITO
A LAGRIMA CAIU

NAQUELE INSTANTE TUDO DEIXOU DE EXISTER
NADA DO QUE TINHA ACONTECIDO VALIA A PENA
OU TINHA VALIDADE

ESTAVA CAINDO NO ABISMO
ERA NO ABISMO Q SE ENCONTRAVA DESDE ENTÃO

SUA ALMA TREMEU...

NÃO PODIA FAZER NADA
DIZER NADA
ISSO ERA OQUE A DOLORIA
O QUE A TRANSFORMAVA

LOUCOS INVADIAM SUA ESTRADA, SUA IDA
E DEPOIS, A LARGAVA NA SAÍDA

A VERDADE NÃO DOIA, NÃO A IRRITAVA
O QUE PENSAVAM, ERA O QUE A INCOMODAVA

O CALOR PASSOU A SER FRIO
E O FRIO A CONGELAVA
ESTATICAMENTE ABERTA
LENTAMENTE SE FECHAVA

*MARIA PINHEIRO*

sábado, 25 de agosto de 2007

Como quem gritava uma canção de ninar
ela dançou
fala de coisas tristes
e recitava poesias belas

Fazia e refazia amor
com homens
que só iam, só passam

Era feliz assim!

Sem porto
Sem estaca
Sem estanca

Acreditava em quase tudo que lhe diziam
quase

Tinha medo do amor
de amar

Receio de estar
e ficar

Cantarolava a todo instante
o que sentia
A fome que lhe apertava
Os sapatos que lhe doíam

Recriava o que não tinha
e se assumia

Era feliz assim!

Tinha de tudo nas mãos
e a seus pés
esta mulher
e grita
pulava
surrava
sorria, quando queria

entrançava o cabelo
e também coloria

Falava a verdade e a destorcia

brincava
de roda
elástico
amarelinha

Era feliz assim!

Sem porta
sem sala
sem cozinha

Só uma janelinha!


*MAriA piNhEiro*